quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Ocidente

Depois de ter velejado durante muitos dias e muitas noites, compreendi que o Ocidente não tem fim, antes continua a deslocar-se connosco, e que podemos persegui-lo quanto quisermos que nunca o alcançamos. Assim é o mar ignoto que fica para além das Colunas, sem fim e sempre igual, do qual emergem, como pequena espinha dorsal de um colosso desaparecido, pequenas cristas de ilhas, nós de rocha perdidos no azul.

Mulher de Porto Pim
Antonio Tabucchi
A Ler por aí... nos Açores

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