O Vasa Museum fica em Estocolmo, e expõe o navio recuperado do fundo do mar, e muitos dos objectos que nele viajavam.terça-feira, 20 de março de 2012
O Vasa Museum, em Estocolmo, na Suécia
O Vasa Museum fica em Estocolmo, e expõe o navio recuperado do fundo do mar, e muitos dos objectos que nele viajavam.Pequeno animal
"Apresento-me: sou um pequeno animal que acabou de fazer uma longa viagem. Apareci aqui nesta cidade de Estocolmo acabado de chegar duma terra ainda mais ao Norte. Vim de Uppsala. Cheguei dentro dum cesto de vime transportado aos ombros do meu dono, alfaiate e tecelão, o senhor Elvis, que me trouxe com ele. Com ele veio também a sua mulher Agnetta, porque ele, depois de ter pensado muito bem na sua vida, chegou à conclusão de que não seria capaz de viver sem nós, sem mim e sem ela, o que eu, pequeno animal, achei muito provável e natural."
Ler por aí... em Março 2012
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Intercâmbio
"Ao raiar da aurora, ensinei a Phanishwar as orações judias da manhã, e ele mostrou-me como começar o dia com os jainas. Começou por entoar a palavra nisibi, que queria dizer "abandono", disse, e que significava o entrarmos num espaço sagrado. Depois, fez-me rodar três vezes em torno do centro da cela, onde deveria estar a imagem em talha de Parsva a subir para o céu por uma serpente enrolada, se não lhe tivesse sido confiscada pelos soldados portugueses. Espargimos ambos água sobre o santo invisível. E então era chegada a altura de lhe oferecer arroz, doces e fruta.
- Ai, e agora, que havemos de fazer? - gemeu Phanishwar. - Fico tão confuso aqui dentro que não me lembrei de guardar nada do meu jantar para ele."
Ler por aí... em Fevereiro 2012
- Ai, e agora, que havemos de fazer? - gemeu Phanishwar. - Fico tão confuso aqui dentro que não me lembrei de guardar nada do meu jantar para ele."
Ler por aí... em Fevereiro 2012
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
De que é feita a memória?
" - De que pensas tu que é feita a memória? - perguntou o meu pai.
Vendo-lhe a húmida ternura no olhar baixo e a mão a tremer no meu ombro, percebi que a minha mãe lhe estava a acariciar os pensamentos. Já fora enterrada há mais de dois anos, e fazer ele esta pergunta tão adulta a um rapaz de sete anos dava bem a dimensão da dor que continuava a sentir.
- Não sei, papá - respondi encolhendo os ombros, já que era demasiado novo para achar que me valia a pena arriscar uma conjectura. Mas, quando ele retirou a mão, o medo adejou as asas aos meus ouvidos. - Talvez seja feita de tudo o que já vi - apressei-me a acrescentar (...)"
Ler por aí... em Fevereiro 2012
Vendo-lhe a húmida ternura no olhar baixo e a mão a tremer no meu ombro, percebi que a minha mãe lhe estava a acariciar os pensamentos. Já fora enterrada há mais de dois anos, e fazer ele esta pergunta tão adulta a um rapaz de sete anos dava bem a dimensão da dor que continuava a sentir.
- Não sei, papá - respondi encolhendo os ombros, já que era demasiado novo para achar que me valia a pena arriscar uma conjectura. Mas, quando ele retirou a mão, o medo adejou as asas aos meus ouvidos. - Talvez seja feita de tudo o que já vi - apressei-me a acrescentar (...)"
Ler por aí... em Fevereiro 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
O mapa de Londres segundo Charles Dickens
Por aí... a merecer destaque:
No 200º aniversário de Charles Dickens, o The Guardian lança um tour que percorre os lugares dos livros do autor. O podcast pode ser descarregado para o telemóvel ou mp3, e usado como audio-guia, juntamente com um mapa, que também pode descarregar ou imprimir.
No 200º aniversário de Charles Dickens, o The Guardian lança um tour que percorre os lugares dos livros do autor. O podcast pode ser descarregado para o telemóvel ou mp3, e usado como audio-guia, juntamente com um mapa, que também pode descarregar ou imprimir.
26 de Janeiro: ga[LER]ia: As Cidadãs, de Filomena Marona Beja
ga[LER]ia - Comunidade de Leituras
Um fim de tarde de leitura em comunidade, a propósito da Sugestão do mês.
Um fim de tarde de leitura em comunidade, a propósito da Sugestão do mês.
Conversa e leituras do livro As Cidadãs, de Filomena Marona Beja, um livro que conta a história de Júlia, uma mulher da primeira república, envolvida na instrução de crianças e adultos da classe operária da zona oriental de Lisboa.
As sessões terão lugar às 18:30 no Espaço Bento Martins (edificio da Junta de Freguesia de Carnide, junto ao Centro Comercial Colombo), no Largo das Pimenteiras 6.
Entrada livre. Para participar, só tem de trazer um livro para trocar.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Sugestão de Janeiro 2012: As Cidadãs, de Filomena Marona Beja
Ler por aí... na Graça, Lisboa.
Júlia foi uma mulher da primeira república. Não somos informados de onde nasceu, apenas que foi em Lisboa. Reconhecemos, nascidos no mesmo ano que Júlia (que pertenceu à maioria que foi esquecida), quatro figuras que ficaram lembradas: D. Manuel II, António de Oliveira Salazar, o Cardeal Cerejeira, e Fernando Pessoa. Ao longo da narrativa, vão-nos sendo dadas notas do percurso destas figuras, sempre que o de Júlia neles tropeça.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Casas antigas
"Júlia criou-se numa casa espaçosa, de rés-do-chão e primeiro andar. Além de quartos, salas e cozinha, tinha quintal. E recantos que hoje ninguem lembra: o esconso dos baús, a carvoeira, o poial dos potes. Varandas para namorar. Sótão para as conspirações.
Houve casas assim, ao longo das ruas de Lisboa.
Acomodavam famílias de posses médias. Como a de Júlia."
Ler por aí... em Janeiro 2012
Houve casas assim, ao longo das ruas de Lisboa.
Acomodavam famílias de posses médias. Como a de Júlia."
Ler por aí... em Janeiro 2012
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Sugestão de Abril 2011: Venenos de Deus, Remédios do Diabo, de Mia Couto.
Ler por aí... em Pemba, Moçambique.
Baseando-se em apenas uma referência espacial concreta, pode especular-se que esta história se passa numa aldeia - Vila Cacimba, aldeia imaginária - perto de Pemba (antiga) Porto Amélia, na costa Norte de Moçambique. É em Porto Amélia que o negro Bartolomeu Sozinho afirma, com orgulho, ter ingressado ao serviço da Companhia Colonial de Navegação.
Baseando-se em apenas uma referência espacial concreta, pode especular-se que esta história se passa numa aldeia - Vila Cacimba, aldeia imaginária - perto de Pemba (antiga) Porto Amélia, na costa Norte de Moçambique. É em Porto Amélia que o negro Bartolomeu Sozinho afirma, com orgulho, ter ingressado ao serviço da Companhia Colonial de Navegação.
quarta-feira, 30 de março de 2011
Ler por aí...Gabriel García Márquez
Quem viajar para a Colômbia pode seguir a rota garciamarquiana, através do guia Las rutas de García Márquez, em Cartagena (Librería Nacional ou Librería Ábaco) ou em Barranquilla (Librería Nacional). Este guia é o resultado de duas escolas de Verão na Universidade Tecnológica de Bolívar.
terça-feira, 15 de março de 2011
Terreiros
"Em Vila Cacimba toda a via pública é privada, espaço de intimidades expostas, as moças trançando cabelos, as milheres cozinhando, meninos defecando. Aqui e além, homens varrem os quintais com vassouras feitas de folhas de palmeira. Por que é que aqui, no meio de tão vastas poeiras indígenas, se varrem tanto os terreiros?O português não sabe a resposta. Em Cacimba, o quintal não é fora: é um assoalhado, uma parte da casa. Nem o médico suspeita o quanto ele está pisando em territórios sagrados, devassando intimidades familiares."
Ler por aí... em Março 2011
Ler por aí... em Março 2011
terça-feira, 1 de março de 2011
Ler por aí... no Cáucaso, com o Senhor Calouste Gulbenkian
Até 3 de Abril, pode visitar-se, na sala de exposições temporárias do Museu Calouste Gulbenkian, a exposição de fotografia Caucase - Souvenirs de Voyage, de Pauliana Valente Pimentel e Sandra Rocha. Esta exposição apresenta os registos da viagem que as duas fotógrafas realizaram, seguindo o trajecto que o empresário realizou em 1891, e que documenta em La Transcaucasie et la Péninsule d'Apchéron - Souvenirs de Voyage, obra que foi apresentada aquando da inauguração da exposição, em 27 de Janeiro. As fotografias expostas estão também reunidas em livro, publicadas pelo Museu Gulbenkian.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Próximo sábado: Hora do Conto na Tapada de Mafra
Tragam os vossos filhos, sobrinhos, filhos dos amigos e dos vizinhos, para ouvir contar esta história ternurenta, com um ouriço e um coelho que não sabem em que dia fazem anos - mas isso não interessa.25-02-2011, às 11:00
Ler por aí... na floresta.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Ler por aí... na Ásia - Conferências no Museu do Oriente
Ao longo de 2011, o Museu do Oriente, em colaboração com o Instituto de Estudos Orientais da Universidade Católica, propõe-nos A Ásia em Livros, uma série de conferências sobre livros incontornáveis de diversos especialistas em estudos asiáticos. No Centro de Documentação António Alçada Baptista, Fundação Oriente.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Funchal I
A campainha pareceu ecoar longamente, desdobrando sons no interior de um vasto espaço vazio. No passeio, aguardando que lhe abrissem a grande porta pintada de verde-escuro, Carlota reviu, de súbito, trazida milagrosamente pelas memórias da infância, a imagem de um austero pátio empredado a preto e branco, de tecto em abóbada, paredes altas e um óculo rasgado, ao fundo, por onde jorrava o sol e se avistavam copas largas de árvores.
...
E foi mirando em volta e reencontrando os canapés de vinhático e palhinha, juncados de almofadas, as cantoneiras pejadas de pequenas peças de Sèvres e Dresden, as amplas cadeiras de braços, as avencas luxuriantes em vasos de porcelana e, até o espelho, um espelho enorme, de exuberante moldura dourada, que tanto a deslumbrara no passado.
Ler por aí... em Janeiro 2011
Ilhas Contadas [O Rapto Segundo Teodora]
Helena Marques
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E foi mirando em volta e reencontrando os canapés de vinhático e palhinha, juncados de almofadas, as cantoneiras pejadas de pequenas peças de Sèvres e Dresden, as amplas cadeiras de braços, as avencas luxuriantes em vasos de porcelana e, até o espelho, um espelho enorme, de exuberante moldura dourada, que tanto a deslumbrara no passado.
Ler por aí... em Janeiro 2011
Ilhas Contadas [O Rapto Segundo Teodora]
Helena Marques
Horta
A cidade acolhe-se ao seu habitual tecto de nuvens, de onde brota uma poalha húmida que não chega a ser chuva, mas deixa gotículas brilhantes sobre os cabelos, as roupas, as plantas, os automóveis. Como fez ontem e repetirá amanhã, Lúcia dirige-se a casa da tia Maria da Luz para acompanhá-la até à hora do jantar. ...
Os livros constituem o departamento de Lúcia, é ela quem lê para a tia, sobretudo quem relê, já que Maria da Luz prefere reler os livros que amou toda a vida, livros que ambas conhecem quase de cor, mas em que sempre acabam por fazer pequenas, preciosas descobertas.
...
«Quer que leia, tia?»
Maria da Luz sorri e faz um aceno de concordância.
Lúcia abre Mau Tempo no Canal, na página assinalada pelo marcador. Muitos anos antes, a tia havia-lhe falado da incomodidade e da ofendida reprovação com que fora recebido, nalguns sectores da vida faialense, o livro de Vitorino Nemésio.
...
«Quer que leia, tia?»
Maria da Luz sorri e faz um aceno de concordância.
Lúcia abre Mau Tempo no Canal, na página assinalada pelo marcador. Muitos anos antes, a tia havia-lhe falado da incomodidade e da ofendida reprovação com que fora recebido, nalguns sectores da vida faialense, o livro de Vitorino Nemésio.
Ler por aí... em Janeiro 2011
Ilhas Contadas [Os Despojos]
Helena MarquesFoto retirada do site Mapa de Portugal
Iona
Camila e eu gostamos de vaguear pelos claustros, cada um sentindo a insubstituível companhia do outro e saboreando juntos cada momento vivido nesta ilha, em cuja sedução se funde a prodigiosa história de fé cumprida pela vontade do homem que elegeu Iona, minúsculo ponto nos mapas, para base de lançamento da desmedida grandeza do seu sonho....
A medida do tempo em Iona deixa-nos perplexos. As horas parecem lentas e generosas, distendidas, mas afinal, quando um inesperado desejo nos compele a consultar a agenda, verificamos que já passaram demasiados dias dos sete de que dispunhamos.
Ler por aí... em Janeiro 2011
Ilhas Contadas [Regresso a Iona]
Helena MarquesFoto retirada do site Staffhouse
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Votemos nos Prémios de Edição LER/Booktailors
Por aí... a merecer destaque: É o terceiro ano que a edição portuguesa celebra os melhores, e a segunda vez que o faz na Correntes d'Escritas. A votação dos leitores tem um peso de 20% na escolha final.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
29-01-2011: Ler por aí... "A Floresta" de Sophia de Mello Breyner Andresen, na Tapada Nacional de Mafra
Ler por aí... na floresta (Hora do Conto na Tapada Nacional de Mafra):
O Ler por aí... vai estar com o Bolota, dois sábados por mês, a contar histórias aos visitantes mais pequenos da Tapada Nacional de Mafra.
Serão histórias para Ler por aí... na floresta, de acordo com o calendário abaixo. Dirigida a crianças entre os 3 e os 6 anos, esta actividade começa com o Bolota, que falará da sua vida na Tapada, seguindo-se a narração da história.
15 de Janeiro: Uma História de Inverno, de Beatrix Potter
29 de Janeiro: A Floresta, de Sophia de Mello Breyner Andresen
12 de Fevereiro: A História do Pedrito Coelho, de Beatrix Potter
26 de Fevereiro: O Vento nos Salgueiros, de Kenneth Grahame
12 de Março: Pela Floresta, de Anthony Browne
26 de Março: A Verdadeira História do Capuchinho Vermelho, de Agnese Baruzzi
As sessões terão lugar das 11:00 às 12:00 no salão do Rei D. Carlos, na Tapada Nacional de Mafra (veja o mapa). A participação requer uma pré-reserva e está sujeita a um número mínimo de participantes. Por favor envie uma mensagem para margarida@tapadademafra.pt. O preço é de 5,00 por participante (criança ou adulto), em que cada criança terá de estar acompanhada por pelo menos um adulto. Mais informação na página da Hora do Conto do site da Tapada Nacional de Mafra: http://www.tapadademafra.pt/index.php?mod=articles&action=viewArticle&article_id=283&category_id=96
O Ler por aí... vai estar com o Bolota, dois sábados por mês, a contar histórias aos visitantes mais pequenos da Tapada Nacional de Mafra.
Serão histórias para Ler por aí... na floresta, de acordo com o calendário abaixo. Dirigida a crianças entre os 3 e os 6 anos, esta actividade começa com o Bolota, que falará da sua vida na Tapada, seguindo-se a narração da história.
15 de Janeiro: Uma História de Inverno, de Beatrix Potter
29 de Janeiro: A Floresta, de Sophia de Mello Breyner Andresen
12 de Fevereiro: A História do Pedrito Coelho, de Beatrix Potter
26 de Fevereiro: O Vento nos Salgueiros, de Kenneth Grahame
12 de Março: Pela Floresta, de Anthony Browne
26 de Março: A Verdadeira História do Capuchinho Vermelho, de Agnese Baruzzi
As sessões terão lugar das 11:00 às 12:00 no salão do Rei D. Carlos, na Tapada Nacional de Mafra (veja o mapa). A participação requer uma pré-reserva e está sujeita a um número mínimo de participantes. Por favor envie uma mensagem para margarida@tapadademafra.pt. O preço é de 5,00 por participante (criança ou adulto), em que cada criança terá de estar acompanhada por pelo menos um adulto. Mais informação na página da Hora do Conto do site da Tapada Nacional de Mafra: http://www.tapadademafra.pt/index.php?mod=articles&action=viewArticle&article_id=283&category_id=96
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